Livro e filme contam a história de Frei Damião, o missionário “santo do Nordeste”

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Cinemas do Nordeste apresentam filme dirigido pela pernambucana Deby Brennand sobre Frei Damião e a editora Armazém da Cultura conta, em livro, a história do missionário, escrita pelo Frei Francisco Lopes de Sousa Neto.

Armazém da Cultura

02/11/2021

Em 05 de agosto de 1923, Frei Damião, filho de Félix e Maria, foi ordenado sacerdote em Roma. Nascido em Bozanno, norte da Itália em 05 de novembro de 1898, recebeu o nome de Pio Giannotti. Após o batismo como sacerdote, logo assumiu atividades na formação de futuros frades como vice-mestre de noviços, e depois assumiu outros postos, tornando-se diretor e professor dos jovens religiosos.

Frei Damião, quando criança, gostava do silêncio e da contemplação da natureza. Aos 12 anos iniciou os estudos de religião e o despertar de sua vocação.

Foi durante a eclosão da grande guerra mundial, aos 16 anos que frei Damião ingressou na ordem dos Capuchinhos, recebendo o hábito religioso no convento da Vila Basílica. Na época, foi convocado para servir o exército italiano, motivo pelo qual teve que abandonar os estudos religiosos por quase 4 anos. Quando cumpriu o serviço militar, deixou a farda e reiniciou os estudos religiosos. Em Roma, estudou na universidade Gregoriana entre 1921 e 1925. Formou-se em filosofia, Direito Canônico e Teologia Dogmática.

Da Itália para o Brasil, passou um curto período no Rio de Janeiro, e no mesmo ano, 1931, mudou-se para o convento da Penha em Recife, mais precisamente para a Custódia Capuchinhas de Pernambuco. Frei Damião tinha, de início, uma preocupação de aprender bem a língua local, e o fez de tal modo que ainda quando escrevia seus sermões quase os memorizava integralmente para melhor pronunciá-los.  Percorreu todos os estados do Nordeste, assumiu o “protótipo de confessor ideal e muitas vezes único de tantas pessoas que esperavam um longo tempo, porém se confessavam exclusivamente com ele, como se com outro fosse inválido ou inútil confessar-se.”

O sertão nordestino foi o lugar propício para o apostolado de frei Damião de Bozzano se esforçar e mostrar ao sertanejo, que embora abandonado dos homens, o sertão era, sim, Terra de Deus. Um lugar sempre fértil para atividade missionária de personagens que se perpetuaram no imaginário religioso, com muitos centros de peregrinação em diversas localidades, atraíam milhares de fiéis, ato semelhante no passado de Roma, quando muitas pessoas iam visitar santuários, particularmente aqueles em honra dos apóstolos Pedro e Paulo.

Tanto o livro de Frei Francisco Lopes de Sousa - Frei Damião – O Missionário, (Armazém da Cultura) quanto o filme de Deby Brennand convidam a um mergulho na carismática figura de frei Damião para entender a importância daquilo que ainda é a razão da verdadeira comunicação e da evangelização: o ser humano. No livro, Lopes de Sousa ressalta que Frei Damião continua a chamar pais, mães, homens e mulheres à missão de serem, neste mundo saturado de informações, pessoas que sabem escolher, decidir e responsavelmente anunciar o que é bom, justo e digno de ser chamado comunicação: proposta, acolhida, encontro e encanto.

O filme, com roteiro de Nadezhda Bezerra, percorre a vida do Frei Damião de Bozzano, indo da juventude na Itália até sua morte em 1997, no Recife, estreia nos cinemas do Nordeste no dia 4 de novembro, um dia antes do aniversário do messionário. O longa é dirigido pela cineasta pernambucana Deby Brennand e foi Hors Concurs no Cine PE de 2019, sendo exibido fora da mostra competitiva.

Segundo matéria do g1 PE, o filme participou de outros festivais além do Cine PE, sendo finalista na categoria melhor filme no festival Mirabile Dictu 2020, em Roma, na Itália, que faz parte dos festivais de cinema católico.

Veja trailer oficial em https://youtu.be/XI0guRwalWA

 

Imagem: Armazém da Cultura e cartaz do longa sobre a vida e legado de Frei Damião de Bozzano — Foto: Elo Company/Divulgação



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  • Francisco de Assis Camelo Parente em

    Admiro bem a vida desse frade capuchinho Frei Damião. É de uma grandeza extraordinária. Já ouvi falar em milagre desse homem que merece ser santificado mercê de suas boas obras, do seu espírito de sacrifício e renúncia. Deixou um grande legado que ainda precisa ser mais explorado.


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