No dia Nacional do Livro Infantil, "Plantou palavra..."entre os 15 mais do Estadão

Bia Reis

As palavras que a escritora Socorro Acioli escolhe vêm do fundo da alma – bem do fundo, não há dúvida. São simples, diretas, profundas e transbordam emoção. Plantou Palavra, Colheu Poesia é prova disso.

Nele, Socorro narra a história de Francisco e Antônio. Francisco, conta a escritora, era o mais velho de uma grande família que saiu de longe, num trajeto quase sem fim, até aportar em Assaré. Antônio, morador do local, conhece Francisco e seu pai, também Francisco, nas indas e vindas do trabalho.

Antônio sabe que os dois deixaram um lugar distante em busca da felicidade e decide ajudá-los a encontrá-la. Convida, então, pai e filho para uma reunião em sua casa, para escutar versos e viola. As palavras de Antônio emocionam Francisco e mudam sua vida para sempre.

“Escutar a voz de Antônio fez o coração de Francisco bater forte por causa daquele jeito de dizer as coisas, como se fosse música. Era Antônio, arrumando as palavras, uma depois da outra, falando da vida de outro jeito. Do gado no pasto, da seca, da fome. Dos retirantes que saíam de casa indo sem saber para onde. Era poesia. Os versos de Antônio eram um espelho onde todos se viam mais fortes. Francisco, emocionado, queria entender a mágica daquela noite. Como é que se faz poesia?”      

 A escritora entregou para Plantou Palavra, Colheu Poesia referências de sua história. Para Antônio, deu suas lembranças de ouvir repentistas, inventando rimas de improviso, quando criança. E homenageia – de maneira não muito exposta, mas sugerida, como ressalta – Antonio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré.

Blog Estante de Letrinhas,  de Bia Reis 

Livro Plantou palavra, colheu poesia

 


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