Midias sociais no Brasil Emergente: a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever

Desde a popularização da internet, brasileiros das classes populares receberam poucos incentivos do governo para aprender a usar plataformas online. Mesmo assim eles financiaram sua própria inclusão digital. Lan-houses se tornaram negócios prósperos em bairros e povoados trabalhadores, e mais recentemente, famílias tem comprado computadores e smartphones por meio de financiamento em muitas parcelas.

Quando essa população de baixa renda começou a acessar as mídias sociais em meados dos anos 2000, brasileiros afluentes ridicularizaram suas habilidades tecnológicas limitadas, seus gostos diferentes e sua baixa escolaridade, mas isso não os impediu de expandir sua presença on-line. Jovens criaram perfis para parentes mais velhos e os ensinaram a navegar em plataformas como o Facebook e o WhatsApp.

Com base em 15 meses de pesquisa etnográfica, este livro pretende entender por que os brasileiros de baixa renda investiram tanto tempo e dinheiro para aprender sobre mídias sociais. Juliano Spyer explora esta questão de várias perspectivas, incluindo educação, relacionamentos, trabalho e política. Ele argumenta que o uso das mídias sociais reflete intenções contraditórias. Os brasileiros de baixa renda adotam as mídias sociais para mostrar melhor escolaridade e a mobilidade social ascendente, mas a mesma tecnologia também fortalece as redes tradicionais de apoio que entram em conflito com o individualismo.

Juliano Spyer é pesquisador associado do Departamento de Antropologia da UCL, onde também obteve seu doutorado. Seus interesses de pesquisa incluem antropologia digital e métodos de pesquisa on-line. Anteriormente, ele criou e gerenciou projetos de mídia social nos Estados Unidos e América Latina e publicou o primeiro livro sobre redes sociais no Brasil (Conectado, 2007).

Leia matéria no El Pais:

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